Tuesday, July 29, 2008

Tangará Tanz



Um tangará pousou em minha janela
e eu perguntei ao lindo passarinho:
o que fazes aqui, meu amiguinho,
assim tão cedo
e tão longe de sua morada?
E o passarinho, dando uns passos
ritmados e perfeitos, falou-me:
vim aqui para dançar um pouco
pra voce,
antes que seja tarde demais.
E o passarinho dançou e dançou
um perfeito bailarino ali na minha janela
e de repente se foi
e nunca mais o vi
mas sua dança ficou morando lá
dentro de mim
bailando na minha alma
para sempre.
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Tangará é o pássaro bailarino
que também se chama Saíra-pintor
Dizem que é conhecido no Brasil
desde o século XVII, quando um
naturalista de nome Macgrave
se meteu pelos matos de Pernambuco
e Alagoas e topou com os primeiros
Tangarás que se tem notícias.
Os tangarás raramente pousam no chão,
passando a maior parte do tempo
nos arbustos e nas árvores.
Alimentam-se de frutas, grãos,
sementes e insetos.
Hoje estão ameacados de extinção.
O nome tangará vem do tupi tãga 'rá.
Os Guaranís, ainda hoje, reproduzem em suas aldeias
"A Danca dos Tangarás"

Tangará em Berlin é uma Academia e Agência
de Danças Brasileiras...
(Veja o vídeo do Tangará Tanz-Berlin)

video

Video: Ras Adauto Berlin

Thursday, July 24, 2008

Mãe Beata de Yemanjá lê e representa seus contos em Berlin


Mãe Beata de Yemanjá e o Babalorishá, seu filho,
Murah de Oyá
, Zelador do Ilé Axé Oyá, Berlin

Na sexta-feira de Obatalá, dia 18 de julho de 2008,
a Yalorișa Mãe Beata de Yemanjá leu contos de seu livro "Caroço
de Dendê" e fez uma bela performance, representando um dos contos.
O palco foi o salão do Centro Intercultural Forum Brasil e também Ilé Așe Oyá, em Berlin. O poeta Ras Adauto estava lá e fez essas imagens com o seu Handy (celular).


video

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Foto e videos: Ras Adauto Berlin

Saturday, July 05, 2008

O Cognac Feliz



A noite desceu

com seu negro cavalo veloz

e se dissolveu

em meu copo de cognac


A bela moça

que entrou no bar

parecia saída

de uma magazine


Acompanhei seus passos graciosos

até ao balcão

- para comprar cigarros -

como olhasse

uma fotografia viva

sem nenhuma prega

de photoshop


Tomei o meu conhaque

com o maior prazer do mundo

e chamei o garçon:

por favor, meu bom,

outro cognac!


A noite e seu cavalo veloz

e a bela moça repentina

brincavam dentro de mim


O segundo conhaque

desceu redondo e quente

e eu me senti

estúpidamente feliz

e tranquilo comigo mesmo.


Saí daquele bar

assoviando um samba

até que um tiro

detonou na noite

do meu sossego.