A Arte poética e digital de um poeta no estrangeiro:
"queria re-construir um castelo de palavras/mesmo vindo de um barraco/mas preferiu incendiar as indiferencas e reacender o amor no meio do mundo/sem nenhum remorso ou dor maior do que aquela de sua própria vida..." - Ras Adauto
Eu nasci das pedras Por isso sou assim duro como as águas dos rios e uma onça na espreita Tenho o gosto de todo mundo e debaixo de minha língua mora o sol Ainda ontem eu era uma nação indígena inteira hoje sou um índio metropolitano e no meu coração mora o condor dos Andes
Eu nasci das pedras e me desfolho no ar como um segredo de pajés que civilização ocidental nenhuma sabe decifrar
Eu nasci das pedras e trago dentro de mim aquilo que o poema dos Tupinambás e a flauta dos Kamayurá marcaram no corpo infame do Brasil!